Reconstrução óssea
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Fratura óssea
As fraturas são provocadas por qualquer traumatismo ou movimento brusco que exerça sobre um osso uma força superior à que o mesmo pode suportar. Embora os ossos sejam estruturas sólidas, como têm um certo grau de flexibilidade, a ruptura só ocorre perante a produção de uma força mecânica que ultrapasse a sua resistência. As causas mais comuns são as quedas e todo o tipo de traumatismos externos, que tanto podem actuar como mecanismos directos, como ocorre perante um golpe ou impacto violento, bem como mecanismos indiretos, como ocorre numa torção do tornozelo que provoque a fractura de um osso da perna. Para além disso, a brusca contracção dos músculos unidos a um osso também pode provocar uma ruptura óssea, sem existir um traumatismo externo.
Os ossos, durante a infância, ainda não se desenvolveram por completo, sendo mais flexíveis. Pelo contrário, as fracturas são proporcionalmente muito mais comuns entre os adultos e especialmente nos idosos, já que os seus ossos são mais duros e consequentemente menos flexíveis e mais frágeis.
Quando um osso se quebra, os vasos sanguíneos em seu interior se rompem, causando sangramento e a formação de um coágulo. O local inflama, mas, em 24 horas, as extremidades dos vasos rompidos são vedadas, estancando quase por completo a hemorragia. A região da fratura fica cheia de pedacinhos do osso quebrado e tecidos mortos, que são removidos pela ação de células chamadas osteoclastos. Elas fagocitam esses fragmentos. O processo pode durar semanas, dependendo do tamanho da lesão. Desde as primeiras horas após a contusão, também entram em ação os angioblastos, células responsáveis pela formação dos vasos sanguíneos. Elas darão origem a novos vasos dentro do osso e irão reparar outros que se romperam com a fratura. Ao mesmo tempo, a medula óssea começa a se regenerar. Composta basicamente de sangue e gordura, ela fica dentro do canal medular do osso, que vai sendo preenchido por novas células. A reconstituição óssea em si se dá a partir de duas membranas bastante vascularizadas: o periósteo e o endósteo. Enquanto o periósteo envolve por completo os ossos, o endósteo é uma camada mais fina que os reveste internamente. Tanto o periósteo quanto o endósteo têm capacidade de produzir as células chamadas osteoblastos, que darão origem ao tecido ósseo. Um ou dois dias após a fratura, os osteoblastos já começam a invadir o interior e a superfície do coágulo. A deposição de osteoblastos no local da fratura leva à formação do calo ósseo, que surge tanto externamente quanto internamente. Enquanto isso, o coágulo vai diminuindo, pois as células que o formam continuam sendo "devoradas" pelos osteoclastos. Em até duas semanas, o calo, formado também por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso. Em seis semanas, a fissura desaparece. A fase seguinte, que pode durar meses, é a da consolidação, quando ocorre a calcificação do osso. O cálcio, que confere resistência aos ossos e chega ao local pela corrente sanguínea, ajuda a reparar de vez o estrago. A etapa final e mais longa da regeneração óssea - pode levar até dez anos - é a remodelagem. Os osteoclastos atacam de novo, "lixando" a superfície do osso para reduzir o calo. Ao final, a área da fratura, que até então permanecia mais suscetível a quebras, volta a ter a resistência de antes.
O osso é um dos poucos órgãos capazes de se regenerar por conta própria. Mas, claro, ele não faz mágica. É por isso que, na maioria das vezes, é preciso uma ajudinha médica para que eles colem na posição correta. É quando entram em ação o bom e velho gesso e, em casos mais graves, os pinos de metal.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Fratura óssea
As fraturas são provocadas por qualquer traumatismo ou movimento brusco que exerça sobre um osso uma força superior à que o mesmo pode suportar. Embora os ossos sejam estruturas sólidas, como têm um certo grau de flexibilidade, a ruptura só ocorre perante a produção de uma força mecânica que ultrapasse a sua resistência. As causas mais comuns são as quedas e todo o tipo de traumatismos externos, que tanto podem actuar como mecanismos diretos, como ocorre perante um golpe ou impacto violento, bem como mecanismos indiretos, como ocorre numa torção do tornozelo que provoque a fractura de um osso da perna. Para além disso, a brusca contracção dos músculos unidos a um osso também pode provocar uma ruptura óssea, sem existir um traumatismo externo.
Os ossos, durante a infância, ainda não se desenvolveram por completo, sendo mais flexíveis. Pelo contrário, as fracturas são proporcionalmente muito mais comuns entre os adultos e especialmente nos idosos, já que os seus ossos são mais duros e consequentemente menos flexíveis e mais frágeis.
Quando um osso se quebra, os vasos sanguíneos em seu interior se rompem, causando sangramento e a formação de um coágulo. O local inflama, mas, em 24 horas, as extremidades dos vasos rompidos são vedadas, estancando quase por completo a hemorragia. A região da fratura fica cheia de pedacinhos do osso quebrado e tecidos mortos, que são removidos pela ação de células chamadas osteoclastos. Elas fagocitam esses fragmentos. O processo pode durar semanas, dependendo do tamanho da lesão. Desde as primeiras horas após a contusão, também entram em ação os angioblastos, células responsáveis pela formação dos vasos sanguíneos. Elas darão origem a novos vasos dentro do osso e irão reparar outros que se romperam com a fratura. Ao mesmo tempo, a medula óssea começa a se regenerar. Composta basicamente de sangue e gordura, ela fica dentro do canal medular do osso, que vai sendo preenchido por novas células. A reconstituição óssea em si se dá a partir de duas membranas bastante vascularizadas: o periósteo e o endósteo. Enquanto o periósteo envolve por completo os ossos, o endósteo é uma camada mais fina que os reveste internamente. Tanto o periósteo quanto o endósteo têm capacidade de produzir as células chamadas osteoblastos, que darão origem ao tecido ósseo. Um ou dois dias após a fratura, os osteoblastos já começam a invadir o interior e a superfície do coágulo. A deposição de osteoblastos no local da fratura leva à formação do calo ósseo, que surge tanto externamente quanto internamente. Enquanto isso, o coágulo vai diminuindo, pois as células que o formam continuam sendo "devoradas" pelos osteoclastos. Em até duas semanas, o calo, formado também por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso. Em seis semanas, a fissura desaparece. A fase seguinte, que pode durar meses, é a da consolidação, quando ocorre a calcificação do osso. O cálcio, que confere resistência aos ossos e chega ao local pela corrente sanguínea, ajuda a reparar de vez o estrago. A etapa final e mais longa da regeneração óssea - pode levar até dez anos - é a remodelagem. Os osteoclastos atacam de novo, "lixando" a superfície do osso para reduzir o calo. Ao final, a área da fratura, que até então permanecia mais suscetível a quebras, volta a ter a resistência de antes.
O osso é um dos poucos órgãos capazes de se regenerar por conta própria. Mas, claro, ele não faz mágica. É por isso que, na maioria das vezes, é preciso uma ajudinha médica para que eles colem na posição correta. É quando entram em ação o bom e velho gesso e, em casos mais graves, os pinos de metal.
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